sexta-feira, 24 de julho de 2009

Oh, Natal! Feliz Roberto Carlos

Pode não parecer, mas Roberto Carlos é um sobrevivente da música popular brasileira.
Nos anos de 1970 e de 1980 entrou no Brasil (como por todo o continente americano) a música discoteca. Essa música importada da Europa e dos Estados Unidos promoveu uma verdadeiro abate nos artistas populares brasileiros. De repente, sumiu de nossas TVs e rádios Erasmo Carlos, Vanderléia, Wanderley Cardoso. Ronnie Von, Aguinaldo Rayol, Ângela Maria, Altemar Dutra, Jerry Adriani, Valdick Soriano. Esses cantores até então chamados de românticos foram exilados comercialmente para a região brega da música popular brasileira. Passamos a ouvir então os não menos cafonas (assistam, por exemplo, o filme Mama mia) ABBA, Bee Gees, Voyage, Barry White, Village People, Donna Summer entre outros.

Roberto Carlos também entraria para o rol dos cantores bregas, mas ao contrário dos outros sobreviveu ao massacre midiático. Cantando suas músicas românticas continuou gravando discos de grande sucesso comercial e fazendo seus sempre concorridos shows pelo Brasil afora.

Dando a volta por cima, conseguiu se tornar o “Show de Natal" da Rede Globo de Televisão. Talvez seja por isso que o perspicaz Erasmo, como contou Roberto no seu show, tenha ligado para o Rei numa noite de Natal e lhe felicitado: “Oh, Natal! Feliz Roberto Carlos”.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Olha o trem novamente!

Dias desses, estava indo para Presidente Prudente e vi o nosso mais novo distrito industrial que fica defronte ao “velho distrito industrial”. O novo distrito já tem uma bela empresa em pleno funcionamento.

Pasmo com essas arcaicas políticas municipais que desde a década de 1970 não cessam de criar esses distritos para tentar promover o desenvolvimento no município, pois como todos sabemos esses distritos industriais se transformaram em distritos comercias. As empresas que ali se instalaram pertencem, na sua grande maioria, aos setores de serviços: ferros-velhos, concessionárias de automóveis, bares, boates, retíficas de motores e outras do gênero.

Assim, não sei por que – ou melhor, até imagino, mas deixa pra lá – em Adamantina, como em muitas outras pequenas cidades do Brasil, ainda acredita-se que o único caminho para o desenvolvimento da cidade e conseqüentemente de geração de empregos para sua população é dar incentivos fiscais ou estruturais para as industriais, se quando se sabe que, no mundo capitalista pós-moderno a maioria dos empregos são criados nos setores terciários – comércio, educação, saúde, comunicação, lazer, entretenimento, cultura.

Portanto, está mais do que na hora mudarmos a ladainha da industrialização. Assim, se em Adamantina faltam empregos não é porque aqui não tem indústrias, mas sim porque ainda temos poucos serviços e os que temos muitas vezes não é lá grande coisa. Imagine, por exemplo, o que seria de Adamantina sem a FAI?

Eu sei, eu sei que criar uma FAI dá trabalho, mas é preciso trabalhar, construir outras alternativas de desenvolvimento para nossa cidade. Daí que nossos políticos devem olhar para o passado e dar atenção ao trem novamente. Se o trem voltar a trafegar em nossa região, temos mais que nos empenharmos para instalamos aqui um "porto seco" ferroviário, como mostrou uma bela reportagem que saiu no “Diário do Oeste” desta semana. Nossos políticos dos anos de 1950 se mostraram a altura do desafio ferroviário da época. Os nossos políticos atuais também estarão? Em breve volto ao assunto.

sábado, 11 de julho de 2009

Meu ídolo - I

Conheço o professor Fábio já faz um bom tempo. Ele tem um entusiasmo pelo ensino que poucos professores tem. Nosso velho e bom colega Manuel, prof. de Matemática, até se irrita com isso: "esse menino é muito idealista." É verdade Mané, ainda bem, eu aprendo muito com ele. Fabião, meu ídolo, obrigado pela força.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Erro

Eu reconheço que errei. Minha única defesa é que sou um professor e que os professores estão sujeitos a isso.
Nenhum professor, mesmo os da velha guarda, nos dias que correm, e como correm, está livre de se comunicar com seus alunos e seus colegas por meio da blogosfera.
Em parte, a culpa é do prof. Fábio ( rei dos blogs), do prof. Sebar (rei dos e-mails) e dos meus alunos que jogam na nossa cara: e aí, você está na "idade da imprensa"?
Do que vou falar? Não sei.
Se vai sobreviver também não sei.
Criei.
Pronto.