segunda-feira, 13 de julho de 2009

Olha o trem novamente!

Dias desses, estava indo para Presidente Prudente e vi o nosso mais novo distrito industrial que fica defronte ao “velho distrito industrial”. O novo distrito já tem uma bela empresa em pleno funcionamento.

Pasmo com essas arcaicas políticas municipais que desde a década de 1970 não cessam de criar esses distritos para tentar promover o desenvolvimento no município, pois como todos sabemos esses distritos industriais se transformaram em distritos comercias. As empresas que ali se instalaram pertencem, na sua grande maioria, aos setores de serviços: ferros-velhos, concessionárias de automóveis, bares, boates, retíficas de motores e outras do gênero.

Assim, não sei por que – ou melhor, até imagino, mas deixa pra lá – em Adamantina, como em muitas outras pequenas cidades do Brasil, ainda acredita-se que o único caminho para o desenvolvimento da cidade e conseqüentemente de geração de empregos para sua população é dar incentivos fiscais ou estruturais para as industriais, se quando se sabe que, no mundo capitalista pós-moderno a maioria dos empregos são criados nos setores terciários – comércio, educação, saúde, comunicação, lazer, entretenimento, cultura.

Portanto, está mais do que na hora mudarmos a ladainha da industrialização. Assim, se em Adamantina faltam empregos não é porque aqui não tem indústrias, mas sim porque ainda temos poucos serviços e os que temos muitas vezes não é lá grande coisa. Imagine, por exemplo, o que seria de Adamantina sem a FAI?

Eu sei, eu sei que criar uma FAI dá trabalho, mas é preciso trabalhar, construir outras alternativas de desenvolvimento para nossa cidade. Daí que nossos políticos devem olhar para o passado e dar atenção ao trem novamente. Se o trem voltar a trafegar em nossa região, temos mais que nos empenharmos para instalamos aqui um "porto seco" ferroviário, como mostrou uma bela reportagem que saiu no “Diário do Oeste” desta semana. Nossos políticos dos anos de 1950 se mostraram a altura do desafio ferroviário da época. Os nossos políticos atuais também estarão? Em breve volto ao assunto.

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